segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Não sei...

Não sei porque razão
Mas escrevo Poesia.
Por arte ou necessidade,
Sei apenas que é tarde
E que o meu Mar de palavras
tem 21 portos de salvação.

[Os meus dias são versos,
Os meus meses são quadras,
Os meus anos são poemas.]

Então que a minha vida
Me encha de temas,
Me liberte da rotina
E me desvende o Ser.

Não sei porque razão
Mas escrevo Poesia,
Então que os problemas
Sejam a minha maresia,
Que me levem a escrever.
E que a escrita me leve a viver.
A razão? Prefiro não saber...

Casapio Di Caffi

5 comentários:

Ana Paula Sena disse...

Mais uma vez, gostei muito do poema.

É uma bela escolha, este poeta. Aqui, o vou conhecendo...

Obrigada :)

Aprendiz disse...

Muito obrigado! Mais uma vez o Casapio mandou-me agradecer-lhe os elogios. É sempre bom ser apreciado por uma poetisa de grande valor!

Beijinhos

TERESA SANTOS disse...

Olá Aprendiz,

Um jovem com a tua sensibilidade, que estuda Ciência Política e que tem, felizmente, a clarividência de sentir, de afirmar no post intitulado O Rato que Ruge: "Quando ingressei no curso de ciência política não tinha a noção do quão distantes estavam o campo das ideias e o mundo sensível, ou melhor dizendo, o que separava o ser do dever ser." este jovem, Amigo, só pode - até para "sobreviver" a todos estes embates - escrever, e escrever poesia.
Só te peço que não deixes de escrever, que não deixes que a tua sensibilidade seja castrada por aquilo que te desgosta.
Que bom seria termos políticos que tivessem um pouco da tua sensibilidade.
Obrigada. É que são belos, os teus poemas!
Beijinho, bom fim-de-semana.

TERESA SANTOS disse...

Que é feito de ti?

Passo, e volto a passar e nada. O nosso Aprendiz ausentou-se.
Para parte incerta?!

Abraço.

André Fejó disse...

Sem muitas delongas quero lhe dizer que gostei muito do seu blog e dos poemas nele escritos!!!